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Hálux valgo · Brasília – DF
O joanete é uma das causas mais comuns de dor na frente do pé. Hoje ele pode ser corrigido por cirurgia minimamente invasiva, com incisões de poucos milímetros e apoio do pé logo após o procedimento.
incisões na cirurgia minimamente invasiva
com sandália ortopédica e muletas
retorno a qualquer calçado, conforme tolerância
liberação para esportes de alto impacto
Entenda o joanete
Joanete é o nome popular do hálux valgo: o dedão se desvia em direção aos outros dedos, enquanto o primeiro metatarso, osso da base do dedão, se desvia para dentro. O resultado é a "bola" saliente na lateral do pé, que sofre atrito com o calçado.
O joanete é progressivo. Com o tempo, o desvio pode aumentar, o dedão pode empurrar os outros dedos e a pisada se altera, gerando calos e dor em outras regiões do pé.
Por que aparece:
Sintomas
Avaliar cedo amplia as opções de tratamento e permite acompanhar a evolução da deformidade.
"Bola" na lateral interna do pé, com dor, vermelhidão ou inchaço ao usar sapatos fechados.
Sapatos que antes serviam passam a apertar ou machucar a região do dedão.
Calosidades entre os dedos ou dor na planta do pé (metatarsalgia) pela sobrecarga.
Nos casos avançados, o dedão empurra o segundo dedo, que pode ficar em garra.
Percepção de que o joanete está maior com o passar dos meses ou anos.
Se a dor atrapalha a caminhada, o trabalho ou o esporte, é hora de uma avaliação.
Diagnóstico e tratamento conservador
O diagnóstico é feito na consulta, com exame do pé e radiografia com carga (em pé), que mede o grau do desvio e avalia a articulação. As medidas conservadoras aliviam a dor e o atrito, mas não corrigem o desvio.
Bico largo e alto, material macio e salto baixo reduzem a pressão sobre o joanete.
Diminuem o atrito no dia a dia, mas não realinham o dedão.
Aliviam a sobrecarga na planta do pé e ajudam quando há pé plano.
Gelo e analgésicos nas crises, sempre com orientação médica.
Cirurgia minimamente invasiva
No passado, o joanete era tratado apenas com a raspagem do osso saliente, o que não corrigia a deformidade e trazia resultados ruins. Hoje, o tratamento eficaz realinha o dedão por meio de osteotomias (cortes ósseos planejados) fixadas com parafusos.
Na técnica minimamente invasiva, esses cortes são feitos por acessos de 2 a 3 mm, com instrumentos específicos e controle por imagem durante a cirurgia. A cirurgia é indicada quando há dor persistente, dificuldade para usar calçados ou progressão da deformidade, e não apenas por estética.
A escolha da técnica depende do grau do desvio, da qualidade óssea e da presença de artrose. Em deformidades graves ou com artrose avançada do dedão, pode ser necessária cirurgia aberta ou artrodese.
Cicatrizes de poucos milímetros e menor agressão aos tecidos.
O paciente pisa logo após a cirurgia, com sandália ortopédica e muletas.
Realinhamento ósseo com fixação por parafusos, não apenas raspagem.
Técnica Chevron-Akin minimamente invasiva: trabalho do Dr. Gustavo premiado com o IFFAS Award (AOFAS, 2022).
Pós-operatório
Orientações usadas pelo Dr. Gustavo no pós-operatório da cirurgia minimamente invasiva. Os prazos são uma referência e podem variar de paciente para paciente.
Primeiras 2 semanas
Apoio permitido com sandália ortopédica e muletas. Atividades básicas em casa, com o pé elevado acima do quadril na maior parte do tempo. Curativos feitos pelo cirurgião, no consultório.
Até 4–6 semanas
A sandália específica é mantida em geral por 4 a 6 semanas. A dor costuma ser controlada com analgésicos simples.
Até o 3º mês
Troca para calçados mais ortopédicos, como tênis, plataforma ou solado rígido. A partir do 3º mês, qualquer calçado conforme a tolerância.
1º ao 4º mês
Musculação leve após 1 mês, natação e bicicleta após 2 meses e esportes de alto impacto após 4 meses.
O inchaço é o último sintoma a melhorar, porque reflete a cicatrização interna. Ele diminui aos poucos e pode durar até seis meses em alguns casos.
Dúvidas frequentes
Separadores e órteses corrigem o joanete?
Não. Separadores, protetores e palmilhas podem aliviar a dor e o atrito, mas não corrigem o desvio. A correção da deformidade só é possível com cirurgia.
Posso pisar logo depois da cirurgia de joanete?
Sim. Logo após a cirurgia o paciente pode apoiar o pé operado, com auxílio de muletas e de uma sandália ortopédica específica, usada em geral por 4 a 6 semanas.
Quando volto a usar sapato normal?
Depois da sandália, usam-se calçados mais ortopédicos, como tênis ou solado mais rígido, até o 3º mês. A partir do 3º mês é possível usar qualquer calçado, conforme a tolerância.
Quando posso voltar ao esporte?
Em geral, musculação leve após 1 mês, atividades sem impacto como natação e bicicleta após 2 meses e esportes de alto impacto após 4 meses, sempre com liberação médica.
A cirurgia de joanete dói muito?
A dor varia de pessoa para pessoa. A maioria dos pacientes controla a dor com analgésicos simples, como dipirona ou paracetamol.
Quanto tempo dura o inchaço?
O inchaço é o último sintoma a melhorar, pois reflete a cicatrização interna. Ele diminui gradualmente e, em alguns casos, pode persistir por até seis meses.
Conteúdo revisado pelo Dr. Gustavo Araujo Nunes
Ortopedista, cirurgia do pé e tornozelo · PhD em Medicina pela Universidade de Barcelona · CRM-DF 28090 · RQE 19117
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Responsável técnico: Dr. Gustavo Araujo Nunes – CRM-DF 28090 – RQE 19117. Conteúdo de caráter educativo, que não substitui a consulta médica. Os resultados de qualquer tratamento variam de pessoa para pessoa. Site em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023.